Doping no Ciclismo: Queda na Elite, mas atenção redobrada com as ‘Zonas Cinzentas’

O ciclismo profissional viu uma redução nos casos de doping em 2025, com 20 positivos confirmados entre profissionais. Os dados são do MPCC (Movimento Por um Ciclismo Confiável), uma entidade independente, formada pela associação de equipes, federações, patrocinadores e simpatizantes do esporte. 

Desde 2022, quando foram registrados 29 casos, o número entre os profissionais segue em queda. O trabalho também desmistifica a ideia que o ciclismo é o esporte com mais casos de doping. Em números absolutos, a modalidade ocupa o 10º no ranking, atrás de atletismo (163 casos), halterofilismo (63) e tênis (46).

Os dados, entretanto, não trazem apenas otimismo. Na elite WorldTour, 2025 marcou o primeiro caso de suspensão por passaporte biológico em dois anos (como o espanhol Oier Lazkano). Há também críticas a práticas em “zonas cinzentas” – cetonas, analgésicos e inalação de monóxido de carbono, que demonstram a resistência da cultura do doping e dos medicamentos no esporte.

O relatório também traz dois alertas: o doping entre os jovens, já que nove dos 20 casos foram em equipes Continentais. E também os testes positivos entre os amadores e semiprofissionais, citando 25 suspensos na Colômbia. O Brasil não teve o número de ciclistas divulgado, porém, no geral, foram 29 casos de doping no país, somando todas as modalidades.

Saiba mais: https://bit.ly/40uwqr2

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Fotos: Adobe

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